
Foi com profunda tristeza que soube na noite de ontem que a abstenção teve a maioria absoluta nas eleições intercalares da autarquia de Lisboa.
Num município com cerca de 530 mil eleitores, apenas cerca de 200 mil cidadãos exerceram o seu direito e dever de voto.
Agora só estes 200 mil cidadãos podem criticar os eleitos locais. Quanto aos restantes que não votaram resta-lhes a participação na democracia local nas mais variadas formas que esta proporciona.
Fica aqui a curiosidade de que o novo presidente (Anónio Luís Costa) da edilidade de Lisboa foi eleito com cerca de 60 mil votos (cerca de 10% dos eleitores da edilidade). Portanto, bastava ter ido pedir ao estádio da Luz a 65 mil benfiquistas que votassem nele e teria poupado muita sola de sapato.
E já agora, para evitar estas abstenções elevadas que assolam cada vez mais Portugal, porque não estipular o voto obrigatório?

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