sexta-feira, 20 de julho de 2007

Natalidade


É sabido por toda a gente que Portugal enfrenta uma grave baixa de taxa de natalidade, os últimos dados falam-nos de 1,36. Temos aqui um problema grave! A população está a envelhecer, e nada está a acontecer para contrariar esta tendência!

Ou melhor, está-se mas tardiamente!

Vem hoje o nosso primeiro ministro José Sócrates anunciar medidas neste âmbito. Uma dessas medidas é o aumento das prestações do abono de família para as famílias numerosas. Uma outra medida é a criação de um apoio à mulher desde o terceiro mês de gravidez.

Mas será estas duas medidas suficientes? Não! São um princípio!

Do meu ponto de vista é necessário criar ainda mais incentivos às famílias e à própria sociedade. É necessário também saber articular estes incentivos com os programas de desenvolvimento das várias regiões de Portugal, combatendo, deste modo, a desertificação de várias regiões de Portugal, nomeadamente, das regiões do interior.

E porque também a própria sociedade civil não cria e proporciona condições para o aumento da natalidade?

1 comentário:

Anónimo disse...

Ora aqui está um assunto de grande interesse!
Habito numa região do interior do país, onde vejo as antigas escolas primárias darem agora lugar a lares de terceira idade.
Mas penso que a resolução deste problema não se consegue apenas com um “empurrãozinho”… É necessário, como aqui foi bem dito, que a própria sociedade civil crie e proporcione condições para o aumento da natalidade.
Actualmente, um jovem que queira investir numa carreira profissional (por exemplo, prosseguindo os estudos ao nível do ensino superior) só mais tarde irá conseguir uma estabilidade financeira que lhe permita sustentar uma família. Recentemente, têm sido tomadas medidas no sentido de reduzir os anos de formação e possibilitar uma entrada mais precoce no mundo do trabalho; penso que esse será um bom caminho.
E o que pensar de alguns apoios (que existem noutros países europeus!), que possibilitam realmente a um pai/mãe dedicar-se aos seus filhos a tempo inteiro? Pelo que conheço no meu meio, isso é impensável para o comum dos mortais. E isto torna-se realmente um problema, porque uma criança não necessita apenas do sustento económico, talvez mais importante ainda seja a vivência em família, que hoje em dia quase se perde, devido à necessidade de investir na vida profissional.
E quem pensa em tudo isto acaba por se assustar. Qual o resultado? Uma baixa notável na natalidade.
As medidas que vêm ou virão… já tardam! Mas antes tarde que nunca.